sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Combo melhor que esse, nem o Mc Donalds faz.


* AlgunS Concha y Toro Sunrise Carmenere.
* As 200 crônicas escolhidas do Rubem Braga.
* Uma rede com cheiro de preguiça com o homem pelo qual você é mais apaixonada.

Quem em sã consciência precisa pedir mais alguma coisa, hein?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Muitíssimo obrigada, 2008!

* Valeu por São Paulo. Aquela cidade submersa de cultura, é massa
* Valeu pelo emprego. O ambiente alí é massa!
* Valeu pela bolsa de estudos. Até que enfim perceberam que eu merecia ser paga!
* Valeu pelos projetos de pesquisa. Meu Lattes estava precisando!
* Valeu por não ter permitido que eu trocasse a passagem e embarcasse dia 27 mesmo.
* Valeu por Salvador e aquele encontro com o homem mais surpreendente-inteligente-competente-engraçado-carinhoso-fodástico que conheci na vida.
* Valeu por Salvador mais uma vez e aquelas noites na beira da piscina.
* Valeu por Recife e a melhor tarde que passei dentro de uma livraria com alguém.
* Valeu por todos os cafés charmosos do mundo que estive com ele.
* Valeu por todos os livros que ganhei dele e li com o maior afinco.
* Valeu por todas as viagens que ele fez por mim, e as que eu fiz por ele.
* Valeu por todas as viagens que planejamos e nos prometemos ainda para esse ano.
* Valeu pelo bebê que está vindo, não meu, ainda.
* Valeu por não ter deixado eu endurecer.
* Valeu por ter me dado esse presente que é esse homem duma inteligência afrodisíaca.
* Valeu por todos os erros e deslizes que cometi, eu aprendi!

* Valeu mesmo, eu sei que mereço, mas você caprichou nesse ano, hein? Eu que fui uma idiota e não queria enxergar que tudo, ao fim de tudo, era tudo pro meu bem, meu bem.

O meu muitíssimo obrigada por esse ano completamente revolucionário na minha vida. Um marco, eu diria.
Certamente existe duas Gabrielas dentro dele.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

4 meses.



Não veio por brincadeira. Não veio para ser o outro.Não veio por desespero.Não veio para curar ferida.Não veio por solidão.Não veio por oportunismo.Não veio para passar o tempo.Não veio por sorte. Não veio para ser companhia.Não veio por imposição.Não veio para iludir.Não veio para pirraçar.
Veio para ser o homem da minha vida.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

102 fatos inúteis sobre a minha vida.

Estou num intervalo de almoço e nem quero comer, nem conversar com meus amigos pseudo-intelctuais. O que fazer então? Uma lista de fatos inúteis que vi noutro blog, noutro dia e achei de uma importância surreal.


01- Nasci no dia oito do oito, mês do desgosto.
02- Numa família onde ninguém fala com ninguém, mas que eu sempre fui obrigada a amar e nunca brigar com a minha irmã.
03- Isso não quer dizer que eu não pudesse tentar “suicida-la” afogada na piscina, sufocada no travesseiro ou cometer atos de canibalismo (morder a sua mão gorda)
04- Eu nasci magra, tive uma infância magra e agora pra compensar penso que é bonito ser velha e gorda.
05- Era pra ser de parto normal, mas eu fiquei DOZE horas dentro da minha mãe, tive que nascer de cesária e a primeira coisa que o médico viu foi a minha b... (Sim, isso mesmo que você está pensando).
06- E ele disse isso pra minha mãe, não me pergunte porque, mas eu também acho que ele era pedófilo.
07- Nasci careca, BRANCA (pasmem) e magra *Só pra ressaltar que tive um passado magro.
08- Minha mãe achava que eu tinha uma personalidade perversa porque sempre fui fã do Esqueleto do He-mam e era a única criança que pediu de Natal um Fofão para saber se tinha mesmo uma vela preta dentro dele.
09- Nunca acreditei em Papai Noel (Daí vocês imaginam o embaraço que meti meus pais quando aos 5 anos eu perguntei como vim ao mundo)
10- Tenho somente uma irmã mais nova.
11- Ela foi uma tentativa FRUSTRADA dos meus pais de virem um menino, mas como veio ela, só restou-lhes se contentar e serem obrigados a ama-la.
12- Tenho um primo que até hoje suspeito que seja meu irmão.
13- Meu pai, no passado, namorou (comeu) a mãe dele. Daí ele conheceu minha mãe morena-gostosa-e-sensual e casou com ela.
14- Tenho uma fita que meu pai costumava gravar conversando comigo e com meu primo quando éramos crianças e ele vivia chamando meu pai de... vejam: PAI!
15- Esse primo sempre me batia e/ou puxava meus cabelos.
16- Eu cresci e comecei a fazer coisas erradas e ilícitas para uma criança de 5 anos e sempre colocava a culpa nele, que apanhava sem culpa nenhuma.
17- Eu achava isso o máximo. Sim, acho que minha mãe tinha razão quanto ao meu caráter perverso.
18- Quando meus planos de aprontar e culpa-lo falharam, passei a bater nele e faze-lo chorar feito menininha.
19- Aos 12 anos ele me trancou no quarto dos meus pais (calma, não se empolguem) se declarou e me pediu um beijo na boca.
20- Eu disse que não podia porque eu era apaixonada pelo melhor amigo dele de DEZOITO anos que na realidade só fez amizade com ele pra pegar minha prima, sua irmã mais velha.
21- Sim, tive minha primeira decepção amorosa aos 12.
22- Sim, eu o peguei aos 21 anos, num estado meio bêbada numa festa-estranha-com-gente-esquisita. Daí ele ficou no meu pé e eu senti vontade de cantar aquela música da Kelly Key pra ele: “Você não acreditou, você sequer notou, disse que eu era muito-nova-pra-vc, mas agora que eu cresci você quer me namorar...”
23- Eu tive um amigo imaginário, e eu o via, ele se chamava Washington e tinha uma blusa listrada.
24- Eu tinha medo do Wally de “Onde está Wally”
25- Eu tinha certeza que meus ursos mexiam os olhos.
26- Minha irmã, desde os 5 anos diz que vê três crianças safadas que só aparecem quando ela está pelada no banheiro.
27- Não somos malucas, nem espíritas, apenas crianças com mente fértil.
28- Até hoje eu tenho dúvidas se vi ou não um cavalo correndo sem cabeça com um cara de capuz chamando meu nome, na fazenda da minha avó.
29- Aos 10 anos eu pedi de presente ao meu pai, todos os filmes do Faces da Morte.
30- Dizem que eu tenho humor de homem.
31- Também dizem que eu sou machista.
32- Minha mãe queria que eu fosse fresca.
33- Quando pequena, tinha uma gangue pré-adolescente com meus primOs (as primas eram proibidas de participar) junto com os meninos mais fodões(pq eles conseguiam alcançar a campanhia da casa alheia) da rua. Mas era eu quem mandava na gangue e bolava os planos.
34- Eu caia e pra não admitir que fiz merda, dizia que foi de propósito.
35- Cogitei virar freira após a decepção amorosa aos 12 e após a abordagem direta do meu primo, mas logo veio a puberdade e meus hormônios que fizeram meus planos naufragarem.
36- Sempre tive bunda grande e quase peito nenhum. Hoje eu não tenho bunda e mega-peitos.
37- Não sei se rio ou choro sobre o item acima.
38- Uma das minhas melhores amigas eu conheço desde que tinha 10 anos de idade.
39- Ela perguntou se ela podia brincar comigo, eu disse que não, pois não brincava com meninas.
40- Ela ficou assim mesmo e eu me apaixonei pelo seu jeito prepotente.
41- Ela tentou me mostrar que brincar de casinha-boneca-escolinha era legal, não conseguiu.
42- Eu a ensinei a andar de bicicleta, a pular muro e entrar no trator velho do vizinho sem pegar tétano.
43- Eu já dancei É o tchan (Moro na Bahia e fui influenciada por ela dizendo que “era legal”.)
44- Eu gostei de dançar É o tchan.
45- Montamos um grupo cover das Spice Girls. Eu era a ruiva Geri(???) Qualquer semelhança, favor me dizer.
46- Ninguém na minha casa xinga, só eu.
47- Eu odeio falar palavrão, mas não consigo parar de fazer essa merda.
48- Nunca cheirei pó.
49- Já experimentei cigarro.
50- Desejo o Sawyer de Lost, tanto quanto a Britney Spears deseja drogas e escândalos.
51- Tenho fama de ser grossa, mas na realidade sou tão doce quanto o suco da cantina.
52- Mexa comigo e você terá troco, mexa com alguma pessoa que eu amo, que você irá chorar e sofrer feito uma putinha pelo resto da sua vida.
53- Não consigo disfarçar o meu tesão, então, a menos que você seja um namorado exibicionista, não me excite no meio da rua.
54- Estou aprendendo a não falar sempre o que penso.
55- O mundo se tornou mais suportável depois disso.
56- Eu não tenho pena nem paciência com gente burra.
57- Já fiz capoeira e isso me rendeu coxas duras e calos nos pés.
58- Já fiz boxe por dois anos, isso me rendeu braços grossos que odeio e barriga definida que não me pertence mais.
59- Já fiz dança do ventre por 2 anos. Isso nunca me rendeu a cintura que a professora prometeu que eu ia ganhar.
60- Não uso relógio, mas gosto que usem perto de mim.
61- Amo viajar.
62- Odeio arrumar mala.
63- Não lido bem com despedidas.
64- Nunca saí do Brasil.
65- Só faço questão se for pro Chile ou pra França.
66- Andei com um bando de maconheiros-hippies e parei de fazer isso quando um cara me abordou e disse: É, eu te conheço, já te vi com um fuminho bem ali.
67- Eu não estava com fuminho nenhum, eram os meus amigos.
68- Diga com quem andas... bla bla bla
69- Sempre tenho hidratante, pasta de dente, escova, fio dental e uma calcinha na bolsa.
70- Sempre tiro o absorvente da bolsa no dia que a minha menstruação chega.
71- Ela sempre vem quando estou apresentando um seminário ou estou num lugar onde o transporte para casa não é acessível.
72- Certa vez, um “Vamos ali cmg”, durou 2 dias.
73- Já quis ser cantora (sim, espero você parar de rir para fazer o próximo item)
74- Transpiro música e literatura.
75- Me sinto insultada-aflita-depressiva-angustiada dentro de uma livraria muito grande. Parece que ela me diz: Veja sua merdinha, olha o tanto de coisa que você não terá tempo de ler!
76- Morro de vontade de corrigir gramaticalmente as pessoas.
77- Adoro quando alguém corrige alguém quando eu queria ter feito.
78- Mim fazer, Mim pegar, Mim comer, não existe, MIM não conjuga verbo, a menos que vc seja índio ou esposo da Jane.
79- Uma garota que supostamente ra só amiga, me confessou que era bi, mas na realidade era sapata e se apaixonou por mim.
80- Uma amiga já se declarou pra mim. Deve ser por causa do item 31.
81- Não sou bissexual, nem sapata.
82- Derrubo tudo que esteja num raio de 3 metros.
83- Eu me acho o último passatempo da via-láctea constantemente.
84- Meu excesso de auto-estima faz com que constantemente eu seja obrigada a mentir pra mim que não sou isso tudo que penso que sou.
85- Adoro elogio, mas não sei recebe-los. Finjo que não é comigo, mas depois eu esfrego na cara dos meus amigos que a professora disse que eu sou competente.
86- Tenho duas tatuagens. Vou ter mais.
87- Pode não parecer, mas choro por tudo, mas só choro de óculos escuros, que fique claro.
88- Também disfarço choro com conjuntivite.
89- Odeio sentir pena de mim porque eu não tenho pena de ninguém.
90- Me orgulho de ter aprendido a ficar UM POUCO mais tolerante com as pessoas.
91- Mato e morro por um pedaço de queijo do reino, uma banda de melancia e um chocolate. Sim, tudo junto.
92- Tenho um medo filha da puta de morrer antes de ter um filho.
93- Sou vingativa.
94- Por ser intensa, adoro quando um momento de sorriso sutil se torna um ataque parecido com o de uma hiena drogada.
95- Não sei contar piadas.
96- Sinto necessidade de ser sádica com meus amigos. – Gabi, sabe aquilo, pois é, deu errado. Gabi diz: Bem feito, eu disse que vc ia se foder!
97- Não faço questão de discutir com os menos favorecidos intelectualmente. Geralmente encerro com um: é, tens razão.
98- Coloque uma criança gorda ou um cachorro fofo na minha frente e verá que pareço uma retardada
99- Tropeço parada. Incrível isso, eu tô parado, aí do nada... ooooopa... equilibra, equilibra
100- Quando tomo banho, imagino um vulto passar na cortina do box e fico com a mão imitando uma faca contra o próprio peito descontroladamente numa tentativa de reproduzir cenas de filmes.
101- Garçons não me respeitam.
- Garçom!
...
- Ei, garçom!
...
- Psiu!
...
- Garçooooom!
...

102- Reli essa lista e descobri que sôo como uma louca e acho que vou perder os amigos que me restam e o meu namorado.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Complexo de Jessica Rabbit


Porque tem dias que acordo assim: Numa vontade danada de fazer um show de blues (arrumar a casa). Daí faço um penteado clássico nos cabelos (prendo-o com uma caneta), visto um belíssimo longo vermelho com muito brilho(camiseta velha com calcinha), pego o meu microfone dourado cheio de strass (a vassoura) e faço um show privê (canto feito uma retardada pela sala) para seletos amigos cultos e refinados (os meus cachorros) num especial em homenagem a B.B. King com direito uma entonação à la Ella Fitzgerald e reboladinhas a la Nina Simone em cima do palco (o sofá da minha mãe).


Cantando freneticamente o dia inteiro: Come rain or come shine

domingo, 9 de novembro de 2008


Tenho um amor simples. Amor que se satisfaz ao olhar pro lado e ter a existência dele a espreita. Amo sem pedir em troca e sou amada sem ofertas absurdas. Ele já sabe dos defeitos: Sou teimosa, orgulhosa e segundo ele: birrenta. E isso sim é amar. Ele, um homem completo, inteiro, quase sem defeitos se não fosse também a teimosia (pq quem teima comigo é teimoso) e o ciúme desnecessário (tá, confesso, é necessário porque ele fica um charme quando está com ciuminho e admite todo bicudo: tenho mesmo ciúmes de vc!) Gosto de observar os traços do rosto dele, a sobrancela, os cílios, a cor dos olhos. Gosto quando ele olha pra cima pra pensar e diz - Bah, quando está meio em dúvida do que dizer. Amo aquele sotaque sem som de R ao falar caRo, feRo, boRacha. Amo quando ele repete quando peço: - Tato, fala “lêitê quentê”. Sim, fico retardada perto dele. Me sinto uma menina quando ele me olha de soslaio e agarra meu pescoço enchendo de beijinhos só pra me ver sorrir toda arrepiada. Ou quando quer me pegar à força e eu saio correndo, e ele sempre me agarra. Como é bom ser vencida nessa disputa. Amo enormemente a forma dele dar risada. Porque é um sorriso bonito, e que os olhos acompanham. Amo também os outros gestos, que sempre deixam explícitos o quanto ele está satisfeito, tranquilo, feliz, se divertindo. Não tem como não se apaixonar por isso. Não tem pq pedir mais alguma coisa pro mundo.
Amo imaginar que daqui uns bons anos ainda falaremos o nosso tão famoso, repetitivo e incansável diálogo:
- Gabi, posso te dizer uma coisa?
- Não.
- Tudo bem, então.
- Ah, diz...
- Esqueci.
- Tudo bem, então.
- Eu amo você. E amo muito.


Gosto de acompanha-lo vendo TV, lendo o jornal, me ensinando economia, me falando das viagens que fez, o jeito de me acordar seja de manhã, seja de um cochilo a tarde. Gosto de ver o jeito dele preparar o chimarrão e tomar o cuidado com a temperatura da água para que eu não queime a língua.
Me encantou o seu olhar apreensivo para capturar a minha primeira reação ao tomar o primeiro gole do seu mate. Amo a relação apaixonada que ele tem com as coisas da sua terra, gosto de ouvi-lo conversar com outras pessoas, sempre firme, articulado, seguro e claro. Amo ver que ele não se omite, não se livra da culpa e me sinto extremamente orgulhosa de ser a menina dos olhos desse homem tão grande. Amo focar meus olhos nas suas mãos, nos pêlos do seu peito. É bonito demais o quanto ele é cavalheiro, educado e gentil.
Amo ainda mais coisas extremamente impublicáveis e tantas outras censuráveis. Gosto dos detalhes, do cheiro, o seu corpo diante de mim, me encantando, me cuidando. Gosto da sua existência.
E quero ter forças para nunca abrir mão.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre as dúvidas


- Aí meninas, estou pensando em pintar meu cabelo de preto. O que vocês acham?

Amiga 1: Não pinta. Vai foder o seu cabelo.
Amiga 2: Pinta, vai ficar lindo!
Amiga 3: Nem vou opinar nada, porque eu sei que não adianta, você só faz o que quer mesmo.


Pergunta: Qual das três me conhece mais?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sobre a leveza de sermos.

Te escrevo.
Escrevo para o futuro que eu mais desejo e que se mostra mais próximo como nunca a mim.
Eu te digo, por favor entenda: é preciso leveza. Sejamos leve ao ponto que eu sinta meu corpo flutuar.
Além da leveza, paciência e compreensão. A dosagem certa eu não sei. Mas também sei que se caso souber, o medo se dissipará. Haverá a entrega,a confiança.
Já pensou nessa palavra: confiar (?)
Com – fiar. Fiar com.
Você fia a sua vida na minha, eu fio a minha na sua e juntos vamos ver no que dá.
Mas, e ainda assim, é preciso acima de tudo ter uma noção absurda de quem quem se é e do que se quer ser, justamente para poder saber se amanhã você irá querer estar.
Afinal, apesar disso tudo, pode ainda não ser bom. Pode isso tudo ser confundido com costume. E que isso nos acostume.
E pequenas delicadezas como aquela sua atitude de dizer fica deitada que eu vou buscar pra você ou o meu cuidado de sempre dizer como você é cheiroso, meu amô, não se dissipe.
É preciso também cumplicidade, pois precisamos respeitar o que é do outro e não nosso. Além de liberdade de ir e vir, sem questionamentos, sem bicos.
Falar quando precisar. Calar para concentir. Agir quando nem se precisa pedir.
Nunca disse que seria fácil. E se houver todas essas coisas, haverá sempre colo um no outro quando o mundo se mostrar insustentavelmente pesado.
Eu topo arriscar.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Como saber se.



Vá a uma livraria com ele. Afaste-se por uns instantes, esconda-se entre os corredores. Observe-o entre-livros-e-frestras.

- Seus olhos encheram-se de lágrimas?

- Seu peito apertou de felicidade ao vê-lo concentrado, tão bonito e sério passeando pelos livros?

- Sentiu um quentinho por dentro e uma vontade danada de falar pra moça ao lado que aquele moço é o homem da sua vida?

- Voltou pra ele correndo pq afinal, já se passarram 5 minutos e você já está morrendo de saudade?


Então minha cara, você está super apaixonada.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Se eu sei que você me ama?


Gaúcho enviou 10/10/2008 20:50:
queria tanto vc aqui comigo para dividir essa alegria
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:51:
como eu posso ser mais feliz, tendo uma namorada como vc e tendo todas essas coisas boas acontecendo comigo?
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:51:
eu te amo tanto, parece que tudo isso esta acontecendo por que vc existe
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:51:
as coisas boas acontecem para que vc me veja feliz
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:51:
eu te amo do fundo do meu coraçao
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:51:
vc é a mulher da minha vida
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:52:
vc consegue imaginar o quanto eu amo você?
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:52:
como eu sinto falta de vc?
Gaúcho enviou 10/10/2008 20:52:
como vc me faz feliz?



Se dimensionar o quanto você me ama é te ver me olhando e sentir um quentinho bom no coração...
É ver o tanto de coisa que você já fez por nós em dois meses e 13 dias. Se for te ver dizendo: Quero você comigo. E logo.
Se dimensionar o quanto você me ama é sentir frio na barriga ao lembrar de quando você me tirou pra dançar alí naquela cobertura, perto da piscina e ficou falando coisas que são só nossas, baixinho, no meu ouvido...
Se for ficar me sentindo o último biscoito da via-Lactéa por ver você atravessar o país, o mundo, só pra ficar do meu lado uns diazinhos que sejam...
Se for me tremer de ansiedade toda vez que te vejo atravessando aquele corredor de desembarque...
Se for me sentir a mulher mais sortuda-mimada-orgulhosa quando te vejo conjugando os verbos em primeira pessoa do plural...
Se for me sentir protagonista de novela das 6 de época ao você se preocupar em sempre me levar do lado de dentro da calçada. Levar uma mulher do lado de dentro, é protegê-la do mundo.E é assim que eu me sinto com você. Com a certeza de que se eu precisar me atirar do alto, você estará embaixo pra me segurar.
Se dimensionar o quanto eu faço feliz é te ver rindo das minhas piadas e me abraçando bem forte, ou ver esse sorriso bobo que nos brota...
Se dimensionar o quanto eu te faço falta for o que alimenta a minha coragem de pegar minha escova de dente, um vestido florido e meu dedo anelar, atravessar o país e juntar a minha escova na tua, colocar meu vestido pra dançar com teu paletó, e entregar minha alma junto com minha mão esquerda...

Se nem isso tudo for dimensionar o quanto você me ama, o quanto te faço feliz e o quanto faço falta, eu só posso dizer uma coisa: Que bom, então.

domingo, 5 de outubro de 2008

2008:


Ao que tudo se inicia num reveillon doloridíssimo, penoso e sofrido, tinha eu as previsões mais cabalísticas possíveis para esse ano que se segue. E eis que, como adoro mudar de conceitos, o ano me surpreende.

Saldo negativo:

- Perdi uma excelente amizade de 5 anos.
- Perdi a credibilidade do que era o amor, tesão de arrancar a pele, frio na barriga e caimbra de felicidade.


Saldo positivo:

- “Perdi” um namoro de 5 anos.
- Passei 1 mês em São Paulo.
- Consegui outro emprego.
- Voltei a ter o corpo que sempre tive.
- Projeto de pesquisa aprovado.
- Conheci Campos do Jordão.
- Conheci Campinas.
- Encontrei O homem mais lindo, charmoso, inteligente, engraçado, cheiroso, sarcástico, carinhoso dentro de um avião, que se não for o da minha vida, viro eremita.
- Me apaixonei por ele como há anos não me apaixonava.
- Estamos escrevendo uma história de amor que nem o Manoel Carlos conseguiria.
- Voltei a dar crédito ao amor, ao tesão de arrancar a pele, ao frio na barriga, a caimbra de felicidade e principalmente a fidelidade.
- Já fiz duas viagens com esse homem que tem me feito a mulher mais realizada e sortuda do mundo.
- Vou conhecer Minas Gerais.
- Minha cadela está prenha e me dará SETE filhotinhos.
- Ganhei uma super amizade que sempre relutei em ter.
- Minha amiga está prenha também e me dará um sobrinho que eu vou mimar-lamber-estragar-super proteger-ensinar palavrão. Em suma: fazer com ele tudo que não vou fazer com meu filho.
- Passarei o reveillon com ele na rua, na chuva ou na fazenda.
- Não demorará muito para que a gente fique juntos, e pra sempre.
- E o melhor de tudo: O ano ainda não acabou e 2009, pelos frutos de 2008, promete ser ainda melhor.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Boa noite para mim!


Boa noite!
Boa noite dia. Boa noite sol. Boa noite lua.
Nunca me senti tão sexy usando aquela sua camisa cinza pra dormir. Mesmo que cinza seja a cor mais chique da estação passada e a mais cafona também para pijamas improvisados.
Fui descalça na varanda de casa e senti vontade de mandar um beijo pro vizinho da frente. Justo o vizinho que eu mais odeio por ser um pré-adolescente viciado na porcaria do Nx Zero. Mas senti vontade de mandar um beijo de boa noite pra ele, beijar o seu rosto oleoso e cheio de espinhas. Eu amo a minha vida. Se bobear amo até o Nx Zero.
Daí dou boa noite para a minha cadelinha prenha e sinto inveja dela, queria estar uma vaca redonda cheia de filhotes dele dentro de mim também.
Bo noite para a vizinha simpática, embora não exista vizinha simpática.
Boa noite sexta-feira. Boa noite todo mundo. O amor existe. O A-M-O-R. Essa porra existe, não é coisa de escritor decadente, de músico falido, amor de novela das 6 existe.
Tudo parece bom. E até gosto mais da minha amiga que me diz: - Você está com uma cara tão feliz! Só que eu nem consigo perceber isso porque estou tão confortável aqui dentro de você e de mim, que nem olho pra fora.
E dei boa noite até para o meu travesseiro que nunca fica do jeito que eu quero, e que só fica confortável quando a Amelie deita do lado e cria uma forma que só ela sabe fazer ficar aconchegante.
Até a nossa disputa pela almofada da sala que tanto me estressava e fazia perder, estou achando bonito.
Hoje eu só consigo fazer carinho, agradecer, tranquilizar, a ver os outros sem tantos problemas. Hoje eu tolero esperar.
Boa noite, boa noite, boa noite coraçãozinho. Eu sei que você está morrendo de medo de se machucar, coração. Mas vai, confia em mim, pow, deixa ele fazer tudo aquilo que nos disse, acredita nele, ele disse: seremos o casal mais feliz do mundo.
Boa noite, minhas feridas! Boa noite, passado! Boa noite, amiga mal comida!
Hoje é dia de dar boa noite ao fim da dor, da espera, da angústia, da humilhação, e abrir a avenida pra primavera entrar. Finalmente.
Boa noite Deus, que apesar de não acreditar em você, vejo que tem feito de tudo pra me provar que você existe e que vai com a minha cara.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Das frases que me fazem ter certeza: É ELE.


- Eu nunca tive vontade de bater em mulher, mas eu olho pra você e me dá uma vontade....

E que isso não tem nada a ver com a Maria da Penha.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Fui alí ser feliz de novo, sem pressa nenhuma, volto.

domingo, 21 de setembro de 2008

Baú de citações

“Quero que você saiba, que nem a distância, nem a diferença de idade, nem a diferença de costumes (baianos e gaúchos) vão nos atrapalhar”

“Quero que você saiba que você vai ter o homem mais dedicado do mundo para fazer o nosso relacionamento dar certo.”

“Quero que você saiba que tudo o que vejo, penso, sonho, inclui você.”

“Quero que você saiba que minha vida mudou muito depois que conheci você”

“Quero que você saiba que os dias mais felizes da minha vida passei com você em Salvador.”

“Quero que você saiba que você faz parte da minha vida e é muito ruim ficar longe de você.”

“Quero que você saiba que EU TE AMO”

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Feliz aniversário, meu amô.


Há 39 anos nasceu o homem que não sei como conseguiu, mas tirou o meu medo de dizer: amo você. Há dois meses entrou na minha vida. Parece mesmo 2 anos. Sempre me pego pensando em como tudo aconteceu tão rápido. Que palavras como “eu te amo”, “você é a mulher da minha vida”, “você é mais do que eu imaginei”, parecem prematuras e saem libidinosamente pela boca sem que a gente controle. Elas precisam se anunciar muito além do medo de estar sendo precipitado. Muito além do julgamento das pessoas.
É muito difícil encontrar palavra para descrever essa pessoa que deve ter sido o amor das minhas vidas. Vidas, assim, no plural. Pois meu coração guarda a certeza de que esse amor vem sendo construído há séculos. É a única explicação pela ausência de medo e excesso de segurança.
Tanta intimidade não se dá em dois meses. Isso é ridículo, DOIS MESES. Tanta comunhão de mundos não se dá em uma vida. E eu fico com pressa de tê-lo. Faço sempre questão de anunciar o quão feliz ele me deixa. O quão sozinha eu me sinto quando não nos falamos. E não tenho medo de admitir que morro de medo. O de perder: você e o seu amor. Pois não quero que fique do meu lado e perceber que você não perde mais aquele segundinho de ar quando me vê. Eu sei o que é não ter isso. E sabe, é tão insosso. Mas vem você e me diz: Você não consegue imaginar como eu te amo. E isso me enche de alegria, feito quem coloca incenso de alecrim na casa e abre as janelas.
Só por ser você, redescubro que és o ser que escolho novamente, em todas as vidas, a cada dia, para estar ao meu lado nessa aventura de ver nascer as luas e os sóis. Enquanto eu souber respirar. Enquanto bater em meu peito essa coisa que se chama sangue, que se chama vida. Eu renovo o meu pedido e até comungo com Deus: Obrigada, pensei que você tivesse me esquecido, mas agora eu vejo o que me aguardava.
Vejo que tudo na minha vida tinha que acontecer. Que eu tinha que passar por tudo, para me fazer inteira e melhor pra você. Só pra te merecer.
Não há pessoa melhor. Difícil encontrar tanta nobreza em um homem. Tanta inteligência, tanto bom uso disso tudo com bom-humor e humildade.
E estamos aprendendo que o nosso amor tem um tempo. O que será ainda maior estar por vir. Hoje existem cordilheiras que se erguem entre nós, testando os limites de nossa saudade e nos ensinando a difícil arte de esperar os passos lentos do tempo sem desistir ou enlouquecer.
É tão pouco tempo e descubro que como ninguém, você combina sensibilidade com uma força inesgotável. E que eu pude te escolher para mim e que você me conquista novamente todos os dias. Tenho orgulho de seu coração nobre, de sua inteligência privilegiada, afrodisíaca, indispensável. Tenho dependência química de nossas conversas intermináveis e de seus olhos que me desconcertam. E nunca me canso.

Mas palavras aqui são vã filosofia. A realidade é mais. E só quem conhece esse homem sabe do que estou falando.

Por isso, por sua vida, por seu amor, agradeço, sorrio e sigo amando.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

De como ele mudou meu olh[ar]


E quando eu achei que já tinha escrito todos os contos-romances-diálogos e encontros possíveis. Ele vem e me oferece a frase mais decisiva [Você poderia viajar aqui comigo. O que você acha?] e que vira chave para uma história totalmente inusitada.

E quando eu achei que já tinha sido feliz pra caralho. Que já tinha amado pra caralho. Ele vem e me mostra que ser feliz é sentir cãimbra na bochecha de tanto que você sorri. É não conseguir encontrar palavras pra dizer o quanto está bom. Ele vem e me mostra que eu posso amar novamente e que posso amá-lo um dia, até não caber dentro de mim.

E quando eu morria de medo de casamento, filhos e morar longe da minha mãe. Ele vem e me mostra que eu tenho coragem e vontade de fazer isso, que o Sul é lindo e nem tão longe assim [é, ele é bem persuasivo]

E quando, morrendo de medo, eu digo que não devo fazer isso. Ele vem e sopra no meu ouvido: confia em mim.

E por isso que quando ele vem e diz:- Escolhe um lugar pra gente passar o reveillon.
[Você se lembra que mesmo que você seja doida pra conhecer o Museu de História Natural de NY, que você queira conhecer a vinícula da Concha Y Toro, que você queira ver a noite em Punta, que você queira pisar nos Andes. Tudo isso fica pueril perto da minha vontade de somente estar com ele].
E escolho passar meu reveillon nele.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobre a sabedoria masculina.

No estágio:

Colega com a língua presa: Gabi, você já viu uma oficina em JuazeiGo em que mulheGues se reúnem prGa fazer artesanato, tipo, personalizam fotos e tal?
Gabi: - São velhinhas aposentadas, logo, desocupadas?
Colega com a língua presa: Não, são novas, daí que elas fazem umas caixas que viGam cartaGues, cartões, umas coisinhas fofas!
Melhor amigo sacana e machista[introspectivo]: - É nisso que dá terem inventado a máquina de lavar!!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sobre as listinhas.

Hoje está tudo silêncio em casa, estou cansada de leituras freudianas, então decidi fazer umas listinhas s-u-p-e-r-i-n-t-e-r-e-s-s-a-n-t-e-s sobre mim, obviamente, pois o mundo é bão, Sebastião e gira em torno do meu umbigo!

Coisas que me encantam,

- Declarações inesperadas.
- Cerveja com os amigos.
- Vinho num quarto quase escuro.
- Voz e violão baixinho.
- Estampas de bolinha.
- Óculos de sol gigantes.
- Sorriso de olhos.
- Beijo no olho.
- Costeletas.
- Roçar de barba.
- Vestidinhos rodados.
- Cabelos lisos.
- Covinhas.
- Sotaques.
- Cores.
- Andar de mãos dadas.
- Tatuagens
- Determinação
- Demonstração de segurança
- Massagens
- Mordidas na orelha
- Segredo ao pé do ouvido.
- Cachecol.
- Terno e gravata.
- Olhares diretos.
- Toques firmes.
- Bons textos.
- Criatividade.
- Naturalidade.
- Cachorros.
- Declarações de amor com canetinha. [Ou ao pé do ouvido, alí na fila do caixa da livraria.]

Coisas que me desencantam,

- Cheiro/gosto/textura de Caju.
- Gatos.
- Seguidores da moda.
- Gírias moderninhas.
- Alienação.
- Covardia.
- Burrice.
- Efusividade.
- Que falem me tocando.
- Baladas.
- Fraqueza emocional.
- Puxa-Sacos
- Acordar cedo.
- Barbies e Kens.
- Roupas apertadas.
- Cinto, bolsa e sapato combinando.
- Pessoas sem sal.
- Forçação de barra.
- Carne cozida.
- Toques leves.
- Conversas pela metade.
- Pré-conceitos.


E você, o que te [des]encanta?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Desenterrando o outro.

Hoje o post é no Doce Intolerâcia

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sobre as parti[TU]r[A]s


Ele acorda e asobia alguma música que eu não conheço, ou sei lá mesmo se aquilo é uma música.
Ela continua deitada achando o mundo bobo e azul. E se lembra que até que não estava tão ruim a vida com tantos caras atrás, com seu telefone tocando sempre e o seu ego massageado idem. E se assusta.
- E se ele quiser namorar comigo? E se eu quiser namorar ele?
Encontrar alguém tão perfeito pra você dá um puta de um medo.
Medo de começar tudo de novo. E de fazer merda.
E ela escreve. E ele se lembra disso e fica com um certo receio:
- E se ela postar lá o tamanho do meu braço? Falar o número do meu sapato?
Porra, a menina escreve.
Ele apressa o banho e enquanto é a vez dela de ir assobiar alguma música do Chico no chuveiro, ele acessa o site meio ansioso e vê que ela diz que topa.
Que topa arriscar. Que topa ser só dele. Que está com um tremendo de um medo de errar de novo, mas se ele disse que pode ser feliz, então ela acredita.
Ela sai do banho e então juntos assobiam uma canção que apesar da letra conhecida, traz uma melodia totalmente nova.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sobre as surpresas



Tinha visto esse carro somente em filmes antigos. O motorista, sempre charmoso e com um ar pra lá de blasé, o dirigia imponente, tal qual deveriam ser todos os motoristas deste modelo. Desde criança cultuava verdadeira devoção por aquele “carro bonitinho”, como sempre dizia. Os anos se passaram e a paixão foi colocada numa estante qualquer. Mas sempre que via um modelo desses [uma ou duas vezes por ano] meu coração apertava e me trazia todos os cheiros e gostos da infância.
É clássico, imponente, charmoso, delicado, detalhista, mágico. Nunca quis casar em igreja, sempre pensei num jardim, com um poeta [O Carpinejar] como mestre de cerimônia e sempre sonhei chegar num MP, tal qual nos filmes antigos. Sempre havia uma estrada bonita, sempre havia sol, sempre havia flores, sempre havia um lenço de seda na cabeça e uns óculos enormes. Sempre havia um motorista lindo e igualmente charmoso.
E numa viagem à Salvador, numa exposição de carros antigos, me deparo com o carro mais bonito do mundo, o carro que nos meu sonhos, dormia em minha garagem.
E o meu gaucho me passou todas as informações sobre o carro, e eu babei pra ele o quanto acho lindo esse modelo, que em todos os filmes antigos, os mocinhos mais galãs dirigiam um desses. O carro não saiu da minha cabeça. Ele disse que um amigo dele tinha um e que um dia me mostraria uma foto.
Pois bem.
Recebo uma mensagem:
- Preciso de você no msn e no e-mail.
Era pra eu ajuda-lo a escolher a cor do nosso MP LAFER.

Agora eu já tenho um carro antigo, um amor de cinema, só me falta o filme com final feliz.

domingo, 31 de agosto de 2008

Sobre os domingos

Todos os domingos parecem possuir o peso e a essência da saudade. E por isso ela sempre reserva esse dia para que sua alma acorde preguiçosa e tenta iludí-la na esperança de que ‘vai passar, tu sabes que vai passar’. Faz isso para que ela não sinta [mais] dor. E então faz todas [ou quase todas] as suas vontades: a presenteia com um vestido florido, um vento fresco, um sol morninho, uma sombra gostosa, uma rede preguiçosa e um livro companheiro. Mas a danada da alma reclama. Aperta ainda mais o peito exigindo espaço, como se ocupar todos os meus espaços fosse o paleativo pra preencher aquela falta que só cessa com presença.

E quase como desaforo recebe a mensagem:

“Você não imagina o quão difícil está sendo ficar longe de você.”

Ah, eu sei sim, seu moço, se sei!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Dos diálogos que te fazem pensar: É ele.

- Ei, você sabia que aqui está ilumidado? Que tem pessoas alí do lado? Que podem ver sua mão aí embaixo?
- Sim, e daí?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sobre a nossa história. OU [De como minha vida ficou doce]

Ele entra no ônibus que leva do embarque ao avião. Fica bem na minha frente. Me olha. Te olho.
-
Que cara charmoso! Senta do meu lado, senta do meu lado, senta do meu lado! (Eh, amô, eu pensei isso, não te contei!)

E o que acontece?

Não, ele não senta do meu lado.
Uma moça, pouco mais idade que eu, babá, ia descer em Petrolina. Já conformada porque tudo comigo acontece ao contrário sempre mesmo, ligo meu mp3, e já me encolho naquela poltrona mini mas que miraculosamente eu consigo me acomodar, e me preparo pras 5 horas de vôo.

Passa um tempo, sinto um carinho suave no meu braço, aquilo me aperta o peito e me sai um sorriso sacana. É ELE. Que seja ELE. Era ele.

A mão dele vinha da poltrona 11 A, eu na 10 A, uma mão sorrateira entre a poltrona e a janela acariciava meu braço. Coloco ou não coloco a ponta dos meus dedos? E agora? E se ele me achar fácil? Ah, você nunca mais verá esse cara sua retardada, é só um carinho, vai...

Facilito a mão. Ponta dos dedos, as mãos dele se animam e se aninham. Dedos, mãos, braços, nuca, nessa ordem.

A mão dele já passava por minha nuca e nenhuma palavra. A mão nos meus lábios, e nenhuma palavra. Os dedos dentro da minha boca, e nenhuma palavra. A mão dele no meu colo e nenhuma palavra. Também não precisava. Nossos corpos se entendiam. O tesão vinha e eu o prendia roçando as coxas. O avião chega em Salvador. Ele me escreve um bilhete com seu telefone e pede o meu.

Droga, droga, droga, esqueci o meu número! De novo, pqp! Eu sou retardada! Ah, mas era pra ser só isso mesmo, afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmo..

Mais um bilhete:


Tentei negar, juro. Afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmo.
E eu respondo que não dá, o piloto mandou permanecermo
s sentados nos nossos lugares (dooooida pra ir) mas na escola do cudocismo, temos que dizer não três vezes.

Ele fala baixinho alguma coisa engraçada e charmosa, e eu vou. Sento do seu lado e vejo um tal livro meio que auto ajuda, mas que ele jurou não ser. Gabriela, se ferrou, vai ter que ir pelo menos até Recife com esse cara maluco.

15 minutos de conversa e conheço um cara lindo, cheiroso, fascinante e que me agarra num beijo tão gostoso, que me desculpem o trocadilho infame: me deixou nas nuvens.

E nessa de “afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmoque hoje faz 1 mês que esse cara entrou na minha vida, e hoje rezo para que não saia nunca mais. Afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios, não tinha autorizado ele tocar a minha alma e me fazer romper com o mundo e queimar os meus navios.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Se apaixonar é...


  • Achar o Fábio Júnior o maior gênio da MPB.
  • Sentir cãimbra nas bochechas de tanto que você sorri feito boba.
  • Ficar sentados naqueles banquinhos do farol da Barra e morrer de rir das piadas cretinas um do outro enquanto o sol se vai.
  • Ficar dando beijinho no olho na escada rolante, no bar, na fila do pão.
  • Achar o máximo ir andando de mãos dadas do Farol da Barra até o Pestana (Quem mora em Salvado sabe a distância disto)
  • Até ter gostado de ter torcido o pé, pois só assim você terá o enfermeiro mais gato te mimando e ajeitando sempre a sua contensão.
  • Ficar selecionando apenas sete frases das quase 40 de tudo que você viveu, porque como dizia o Caio, é pra dar sorte.

sábado, 23 de agosto de 2008

De como os pedidos são perigosos.


Imagine um cara bonito. Pronto? Agora imagine um cara bonito, cheiroso, charmoso e que se veste super bem. Agora coloque uns olhos verdes, um cabelo liso, grisalho, uma pele branca, bem branca, ou melhor, imagine o cara mais lindo que você já viu nu na vida, (falo com as meninas, claro).

Imagine agora um cara seguro, inteligente, decidido, engraçado, culto, maduro, protetor, que te faz rir, que te declama poesia gaudéria (Não sabe o que é isso? Ele me ensinou, é poesia gaucha.) Ele também me ensinou sobre carros antigos, motores de 8 cilindros e que cusco é cachorro. Ele agora está querendo me ensinar a ser otimista e que amor de filme existe.

Imagine um cara que, assim como você, fica fácil em uma livraria o dia inteiro e ainda te sugere livros, te explica coisas e devora tudo que vem de você.

Imagine um cara que gosta de música erudita, de Chico Buarque e do Belchior, que escuta tuas histórias e conta as dele, que fica te olhando com cara de bobo enquanto você lê a aba de um livro e te aperta em seguida dizendo que você é a única mulher do mundo que é inteligente-bonita-gostosa-e-criativa. Um cara que aprendeu a falar palavrão contigo e que te ensinou a falar dêfêrêntê!

Imagine ficar horas deitados numa cama confortável, conversando baixinho no escuro, fazendo segredo pro mundo, mesmo que só exista você e ele alí, disputando quem está mais feliz. E a gente aprendeu isso, e achou gostoso. E ficamos assim, no meio do shopping, dentro dos táxis, nos bares, nos restaurantes, na fila da farmácia, dentro do elevador, falando o quanto é bom, confortável e seguro estarmos juntos.

Imagine acordar no meio da noite e ver a mão dele pousada na sua cintura e você ouvir daquele jeito baixinho, ainda fazendo segredo pro mundo, no quarto escuro: Eu amo você, tá?
Dá vontade de sair do quarto e bater no dos outros e dizer: - Ei, deixa eu te dizer, ele me ama, tá? Dá vontade de ligar naquela hora pro ex-namorado e dizer com toda sinceridade do mundo e sem um pingo de ironia: - Cara, MUITO OBRIGADA, de tudo que você me deu, o melhor foi aquele pé na bunda!


Não deu pra imaginar um cara assim, né? É, eu sei. Nem eu imaginava. Eu só tinha pedido um amor. Veio o homem da minha vida junto.

sábado, 16 de agosto de 2008

De costas para o divã


Lacan que me excomungue com seu papo de que a culpa de tudo é minha, que meu foco sou eu, e o mundo é meu umbigo. Foda-se a psicanálise, é tão gostoso se encher de encantamento, expectativas no outro, gostar que te mimem. Não que isso tudo seja pra agradar o meu umbigo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Assim como a ressaca, a felicidade sempre vem.

Nossa, tem anos que alguém não ficava parado me olhando enquanto eu apenas estava ao lado, tem anos que alguém não perdia aquele um segundo de ar quando eu chegava, tem anos que alguém esquecia compromissos, cancelava a agenda, me sequestrava e se via tão perdido, só porque me achou, tem tempo que eu me olhava no espelho e me achava linda, sempre pensei que nunca fosse conseguir voltar a ser bonita, mas porra, eu só posso ser bonita, eu só posso estar bonita, sou inteligente, sacana, de onde eu tinha tirado a idéia que precisava de migalhas? Eu mereço o mundo, e ele está fazendo de tudo pra me merecer.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sobre os absurdos ou [De como eu estou assustada com isso tudo]


Lembro você entrar, o seu terno impecável e alterno meu olhar entre você, o meu livro e o nosso silêncio. Acho que vai dar tudo certo. Já fico preparada, e nada. Vem você me tratando super bem. É, você tem que estragar tudo me tratando bem desde a primeira vez.

Por favor, não ouse mais dizer que eu sou linda até parada escovando os dentes, nem demonstrar ser responsável, maduro e gostar de cachorros. E pode acabar com essa sua mania insuportável de me atender sempre que eu ligo, de deixar de sair pra jantar só pra ficar falando comigo. Está muito fácil você me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
Pode parar de dizer que mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, que eu sou super cheirosa, e que ficar fazendo carinho na minha mão, feito nosso primeiro contato já basta.

E que faz questão de conhecer minha mãe. Minha irmã. Que quer pedir minha mão. Pare de dizer que quer viajar comigo um final de semana, que quer ir ao concerto comigo, ao cinema, e que sem mim, não tem graça. E que está tudo bem se eu só quero ficar quietinha do seu lado, calada, só lendo.

Mas acho que ele é meio burro, pois mesmo tento toda a artilharia do mundo pra foder a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. É, acredite, olha a merda: ele-quer-me-fazer-feliz! O bendito quer me tirar a coisa que lutei tanto pra me acostumar, e hoje, quase irmãs, ele quer me afastar da dor. Meses de adaptação e aperfeiçoamento, e o tal moço quer me fazer feliz estragando tudo, vê se pode...

Eu, cética, te testo. Passa uma mulher super gostosa, te mostro, você diz que o meu nariz é lindo! Ah, vai se foder! Não vem, não. Acho que vou passar uns seis meses sem dar pra você, daí ou você continua me mimando, ou faz o que todos devem fazer: me mandar pastar.

Com tanto potencial para me dar um mega pé na bunda, e esse moço deu pra largar as planilhas e ficar conversando comigo sobre como me acha culta e que adora fazer carinho na minha mão, como na primeira vez.

Não teve conversa, foi assim, eu lembro, sua mão na minha.

Você deveria ser preso, isso sim! E o pior, é que criaturas como você vicia, é um perigo. Eu acordo e me acho o último passatempo da via-láctea. Me vejo suuuper gostosa, suuuper gata, dei até pra achar que mereço mesmo ser mimada, bajulada e bem tratada. Você está criando um monstro, eu já avisei.

Anos me fazendo de cega tentando sobreviver numa coisa morta, e este ser chega com esses olhos verdes que são as coisas mais charmosas do mundo, e acha que já pode vir chegando me fazendo feliz, vê se pode. Até cantando Dora Linda no meio da rua e sorrindo por vizinho eu estou.

Dia desses quase que eu consegui que ele me tratasse mal, fui grossa, não atendi ao telefone. Provoquei, vai meu filho, xinga, brigue, seja um escroto. Preste atenção no jogo bem quando eu estiver falando de todos os meus traumas, fale de outra mulher, mas não. Você só ficou bravo uma vez e foi de brincadeirinha, logo veio você me mimando e dizendo que eu sou a coisa mais linda e charmosa do mundo. Você está criando um monstro, eu estou avisando.
Vou conversar com minha mãe, ela precisa me proibir mais, me trancar, ter um homem desses é um perigo.

O homem está perto sempre que eu preciso, tem a péssima mania de sempre me colocar pro lado de dentro da calçada pra proteger, e ainda tem o pior defeito da humanidade: Esqueceu a ex namorada. Depois de uma relação com 300 fantasmas do passado de braços dados comigo, aparece um ser em que eu sou o único nome que ele lembra de colocar na boca.

Diz aí se não é escrotagem e das grandes pro meu lado? Como é que choraminga numa situação dessas? Como chamar Deus de escroto? O destino de sacana? Minha pele está ótima, durmo feito criança, acordo assoviando!

Isso é perigoso, é dessa ofegância que o amor nasce. É de você me dizer: “Vem pra cá, vamos fazer algo que nos dê tanta saudade que nos fará rir sozinhos enquanto tomamos banho”.

São dessas coisas que nascem um amor. E eu lembro disto sorrindo, passando o sabonete pelo meu corpo.

sábado, 19 de julho de 2008

Sobre os.

O tempo passando e esse silencio.
É como ver minha alma andando pelo cômodo. Quando fico assim é que as coisas se encaixam. Assim, penso nas escolhas que não foram certas, mas o silêncio me explica tudo. Percebo que brincar com a saudade pode não ter cura, nem volta. Mas sem isso eu não teria crescido. Sem isso, eu não estaria aqui vendo meu corpo abrir a gaveta e dar um tiro na garganta.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sobre o escudo da alma!




Andando na orla rumo ao segundo emprego da minha vida, um segundo emprego que eu ganharei um pouco mais que o primeiro, vai me render algumas publicações e algumas viagens, caminho entusiasmada!
Um segundo emprego onde conviverei com pessoas que também passaram por uma mega bateria de entrevistas e testes, pessoas inteligentes, que têm humor irônico e um chefe que todo mundo odeia, mas que me adora.
Andava e agradecia a Deus por poder trabalhar com vista para o rio, por poder chegar lá todos os dias de barquinha e andar numa orla elitizada e silenciosa. Descobri que nesse caminho, posso ouvir meus pensamentos. Ainda descobrirei se isso é bom ou ruim.

São 11 minutos de caminhada e passei pelo brinquedo onde aos sábados de manhã meu pai me levava para fotografar. Coisas de concreto que imitavam joaninhas, minhocas, borboletas ainda estavam lá. Esquecidos num canto, quebrados, amontoados. Aquilo me apertou o peito. Não era mais colorido, tim cor de sujeira, e a joaninha não tinha mais olhos! Sorte a dela.

Será essa a resposta sobre o que acontece com as pessoas que colocamos no passado? Depois que a gente usa, pouco importa o que ela foi, pois o que importa é o que eu quero daqui por diante? Então, por isso, pouco importa se ela está na merda ou esquecida num canto de uma praça? Pouco importa que ela tenha um peito, um coração, só o que importa é o que eu quero a partir de então?

Era sábado de manhã. E não havia ninguém tirando fotos com aquela joaninha. Isso me angustiou a tal ponto, que... bem... Não que eu tenha me sentido como aquela borboleta, ou a joaninha, muito menos a minhoca, ah, claro que não. Eu nem estava triste, eu estava indo para o meu primeiro dia no segundo emprego da minha vida! Isso não era tristeza, é uma nostalgiazinha, uma dor no peito, daquelas que eu já quase me acostumo a conviver. Não, não tem nada a ver comigo. Eu ando na rua e as pessoas me notam. Sempre sai um elogio, uma cantada barata, uma paquera silenciosa. Eu não estava me sentindo uma delas. Eu não estava me sentindo uma delas. Repete, sete vezes! E descobri também que o importante não é ser notada, é não ser esquecida por quem disse ter nos amado tanto.

Nessa hora que entendi o porquê que, estabanada que sou, nunca perdi meus óculos escuros. Ao menos isso.

Meus pensamentos são assim, uma fábrica de teorias que diverte as minhas amigas e atropelam os pensamentos.

Já fui assaltada, já me levaram mp3, celulares, até livro já me roubaram! Mas meus óculos, que custaram bem mais que os celulares, mp3 e livros, nunca foram levados, e eu também nunca os perdi. Estão sempre comigo, e eu até então, não sabia da sua real utilidade.
Quando ando na rua, não é o colo da minha mãe que procuro, nem o ouvido de algum amigo pra desabafar quando meu peito aperta. Eu enfio a mão desesperada na bolsa e procuro meus óculos escuros, porque a minha dor não tem bom-senso. Ela chega e não quer nem saber. Daí eu ponho meu ray ban que me deixa bem blasé, e os homens gostam disso, eles olham e entortam o pescoço pra continuar olhando aquela mulher vil, que mal sabem eles, que por detrás daqueles óculos, se cega em lágrimas.


Sempre que vejo uma mulher de óculos escuros, eu me pergunto: Que dor ela esconde?


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Sobre os recados.

Tenho pensado tanto em você, meu amado blog. Ando relapsa, não é?
Mas venho te dizer que não é descaso, tem algo querendo te falar mas eu não sei o que é.
Uma pressa, uma urgência, sabe?

E o mais foda é que minha vida não tem passado de um monte de “quase”.

Estou quase conseguindo um emprego.
Estou quase conseguindo o corpo que sempre quis.
Estou quase na metade do curso.
Estou quase conseguindo me fazer de burra, cega e idiota.
Logo, estou quase conseguindo recomeçar a me amar.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Das lições que eu devo aprender!

- Não faça perguntas que não te direi mentiras.

sexta-feira, 30 de maio de 2008




A solidão é palpável.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Dos pedidos às estrelas.



Que me traga nova-mente um novo-amante.

domingo, 18 de maio de 2008



Porque a felicidade requer pausas.

Curtas, eu já sei.

sábado, 10 de maio de 2008



É o tempo nublado lá fora.
E essa tempestade instalada cá dentro.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sobre as promessas (II).



- Por favor, você tinha me prometido, pare de mentir para mim, você sabe o quanto isso me machuca.
- Me Desculpe. Farei de tudo pra não te magoar mais. Não prometo. FAREI.

Ele estava mentindo de novo para ela.

sábado, 3 de maio de 2008

Sobre as decepções.




Tinha decidido que queria aprender a fumar. Andava assistindo muito filmes antigos e em todos eles, as mocinhas mais charmosas sempre tinham uma piteira e um cigarro.
Puro glamour. E era exatamente isso que lhe faltava à vida.
Treinava em frente ao espelho entrando em posto de conveniência e botecos de quinta:
- Uma carteira de Gudan de canela, por favor!
Excêntrica convicta, se fosse fumar teria que ser um forte, e que a nauseasse, para se sentir sempre dentro de um navio de luxo, tal como sempre estavam as mocinhas dos filmes antigos.
Mas ela não tinha coragem de comprar, então, sorrateiramente roubou um cigarro da carteira da prima. Seu peito disparou, ficou ainda mais instigada e guardou aquilo para um momento especial.
Afinal, fumar era puro glamour!
Mesmo morando sozinha, se trancou no banheiro e apagou as luzes para fumar escondida.
E como quase tudo que lhe aconteceu na vida, aquilo não era o que ela esperava.
Acendeu a luz e jogou o cigarro dentro da privada, como menção a vontade que tinha de fazer também com todas as suas decepções na vida.
Infelizmente concluiu que nada na sua vida era tão pequeno quanto a metade daquele cigarro.















E eu voltei a escrever os relatórios no Blog da U.B.I!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sobre a verdade dos pijamas.


O pijama é a mordaça do ego.

Não tem coisa pior do que você ter um dia completamente cheio de responsabilidades e chegar em casa e está lá, atrás da porta, o seu pijama de florzinhas te esperando.

Você não precisa tomar banho rápido porque ninguém te espera pra jantar.
Você não precisa pensar "com que roupa eu vou?" porque ninguém vai bater a sua porta te chamando pra comer um churros na praça.
Você não precisa se preocupar com qual calcinha usar porque não terá visita especial.

É, ele se disfarça de campo florido para te dar a falsa ilusão de aconchego.

domingo, 27 de abril de 2008

Sobre os diálogos. (II)


- Eu acho que não deveria me surpreender nem me machucar ao saber certas coisas. Ao me confrontar com atitudes covardes. Ao ler certas coisas. Nem ter que encontrar com certas pessoas. Não porque elas devessem sumir do mundo, mas simplesmente porque elas nunca deveriam ter existido.
- Mas porque?
- Porque dói, fere, é como se esfregassem a dor na minha cara, e isso é motivo o bastante pra eu me sentir cansada.
- Mas não é com a dor esfregada na cara que as pessoas criam casca e superam?
- É.
- E então. E agora?
- Não sei.
- Você me ama?
- Amo e odeio.
- E então. E agora?
- Só me faça feliz.
- Como?
- Beije minha boca, mas antes me fure os olhos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sobre as dores menores que a falta.


E sentada na sua poltrona surrada ela observou sem se mover: A dor sem tamanho amolando sua faca para cortar-lhe as pálpebras e queimar-lhe lentamente os olhos com o cigarro da verdade!

Me gusta las muchachas putanas.

Pq eu não sei postar vídeo.

Pq eu acho poesia pura essa sujeira toda.

http://br.youtube.com/watch?v=PVwCrOiHlLQ

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sobre o a-braço.


Abraçar é ter olhos nas costas.
Quando duas pessoas que se gostam se abraçam, elas se fundem e ganham visão panorâmica do mundo.
Viram super-heróis.
Eu te protejo do que vem, você cuida do que passou e que pode voltar.
Esses poderes eu perdi, e eram eles que me fazia uma coisa encontrável.
É difícil se perder, preciso arrumar uma forma organizada de me achar.
E voltar a ser uma pessoa que nunca fui.
Voltei a ter o que nem lembrava mais que tinha: apenas dois olhos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

E se chover?


"Eu tenho esse desespero.
Você, um coração inteiro"
Dois em Um

Não conhecem ainda?
É só apertar o play.




Leiam a entrevista deles na Revista Verbo 21 do meu amado Lima Limon, e percebam que doçura exalam esses três.


domingo, 13 de abril de 2008


Primeira meta do dia:
Escovar os dentes e depois de lavar a louça, vou escrever o meu artigo.

Segunda meta do dia:
Depois do almoço, depois que cochilar, vou escrever o artigo.

Terceira meta do dia:
Quando eu olhar meu orkut, me distrair UM POUQUINHO, vou escrever o artigo.

Quarta meta do dia:
Quando tomar banho vou estar zerada e vou escrever o artigo.

Quinta meta do dia:
Depois da monitoria grátis em pleno domingão, eu vou escrever o artigo.

Sexta meta do dia:
Ligar pra uma amiga e chamar pra tomar umas cervejas.


Escrever o artigo? Amanhã depois que eu escovar os dentes e lavar a louça.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sobre o que eu quero.


Amor esperto.
Amores perto.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sobre as explosões.


Como é que pode ter tantos sentimentos dentro de uma só pessoa?
Como é que pode ter tantos sentimentos?
Como é que pode?

Eu sei que vou explodir.
Eu sei que vou.
Eu vou.

domingo, 6 de abril de 2008

Sobre as fatalidades [?]


Quer reencontrar uma pessoa interessante?
Então tenha uma cadela incoveniente e vá fazer uma caminhada ao meio dia pela orla da cidade.

sábado, 5 de abril de 2008

Hoje estou no Doce Intolerância.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sobre os riscos.


Arriscado é a gente se meter no meio desse mundão de meu Deus e ir parar em algum buraquinho do sul da Europa. Lá eu me chamaria Sophie, e você, Thomas. Arriscado é a gente querer viver de cinema, música e cafés e notarmos que não saímos da nossa cabana há dias. Arriscado é a gente se esconder do mundo e escrever AQUELE roteiro de dois malucos que se jogaram no mundo, felizes e satisfeitos, até as pessoas esquecerem da gente. Arriscado é eu topar juntar minha escova na tua. Arriscado são os homens invejarem a sua mulher psicóloga-roteirista-poeta-fotografa-bonita-sarcástica. Arriscado são as mulheres invejarem o meu marido cientista-cineasta-violeiro-cantor-bem humorado-modesto. Arriscado são elas invejarem, porque, enfim, vamos ter que, qualquer dia, comprar queijo pro café da manhã. Arriscado é a gente gostar dessa inveja do mundo e entender que podemos ser felizes pra sempre sem ninguém entender como é que conseguimos. Arriscado é mudarmos e chocarmos o mundo. Arriscado é aprendemos como é ficar acordado pro mundo e escolhermos sonhar, sonhar, sonhar. Como dois cachorros preguiçosos. Pra sempre. É arriscado. Eu sei. Mas eu correria esse risco fácil fácil.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sobre as contra-indicações


1 Sorine para congestionamento nasal.
1 Neosaldina para as dores de cabeça.
1 Lexotan do lado para caso queira esquecer.
1 Barra de Toblerone para a próxima chuva.
1 Tempinho para assimilar tudo que tem acontecido nos últimos tempos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tudo enfim melhora [Ou, Das Coisas Que Me Pegam De Surpresa Num Sábado Tedioso]



- Você acha que sou fantástica? perguntou ela um dia, quando eles resolveram sair pra beber.
- Não, disse ele.
- Por quê?
- Porque tantas moças são fantásticas-maravilhosas-perfeitas. Imagino que centenas de homens já chamaram suas amadas de maravilhosas hoje, e ainda é meio-dia. Você não pode ser uma coisa que centenas de outras são.
- Está dizendo que sou não-fantástica?
- Estou, e é quase como um ainda bem.





segunda-feira, 31 de março de 2008

Sobre as buscas e as fugas.


E ela vivia procurando por ele em todas as avenidas, ruas e lugares. Ruborizava ao passar por carros iguais ao dele, não julgava a sua míopia e perseguia os homens com o seu arquétipo. Era assim no início.
Hoje ela reza e implora fervorosamente a todos os santos que nunca acreditou, que não permitam que cruze com ele, que ele não apareça de repente, ou passe com sua nova namorada. Suplica para que não receba mais um golpe baixo.
Não tem frustração, ódio ou mágoa.
É só decepção branda.
Hoje, pouco importa que ele tenha sido hipócrita e execrável, pois como fracasso, ele foi maravilhoso...

domingo, 30 de março de 2008

Feliz Aniversário, holandês.


O amarelo comestível de Van Gogh


Ontem encontrei com Van Gogh, estávamos num desses cabarés franceses conversando e saboreando a melodia de Chopin. Ao som de Nocturne Op.9 nº 2, viajei pelos trigais buscando desesperadamente o segredo dos tons amarelados. Os corvos estão partindo,indício de que a melodia está acabando e meu tempo também. O desespero toma conta de mim quando percebo que não degustei a tonalidade amarelada.

- Vou-me suicidar! Pensei.

Aponto a arma para a minha cabeça mas o tiro saiu pela culatra e quando percebo, vejo meu amigo holandês ali caído, morto!Lá se vai Van Gogh e com ele o segredo do amarelo comestível.


Lucho Gonzalez

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sobre o que completa.


São esses pedaços que a vida me arranca que me fazem inteira.

E que não deixam de doer, mas aí já é outra história.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Das conversas que não precisam de respostas.




- Deixa eu cuidar de você?
- Você sabe que eu não sou fácil de lidar, não sabe?
- Por isso mesmo, deixa eu cuidar de você?
- E se eu sofrer?
- E se você me amar?
- E se eu te amar e sofrer depois?

- Porque não arriscar?

terça-feira, 25 de março de 2008

Algumas poucas observ[ações]


Cheguei de viagem, uma viagem que realmente foi um divisor de águas na minha vida.
Talvez more em Ribeirão Preto. Talvez só passe seis meses lá. Talvez eu nem volte. Mas já tenho a porta aberta, mesmo que isso me pareça a porta de um abismo.
Estive sozinha e não me reconheci de tão bonita. O mundo é bom. As pessoas aparecem na sua vida, e por mais que você fique, a vida te mostra que pelo menos ela continua.
Eu tinha um medo fodido de perder, perder você, a lucidez, a coerência, medo fodido de perder os olhos encantados no mundo, mas eis que hoje me vi livre-escrota-sacana-bacaninha, pois aprendi que não preciso temer mais nada depois que te perdi.
E eu estou me achando ainda mais foda-competente-escrota-gostosa-atraente-sortuda-pra-caralho.
Tem uma vida muito massa me esperando e eu não estava dando conta.
Não vou dizer que passei incólume.
Você é e sempre será uma ferida aberta no peito, e por mais que eu mude, sorria, viva e até ame, você estará lá debaixo das minhas roupas como uma ferida boa que não sangra.
Uma daquelas feridas que nos ensinam.

Quanto mais sozinha me sinto nessa cidade grande, fria e tão cheia de possibilidades, mais distante coloco aqueles que eu amo. Os distancio pra me aproximar de mim. São oito e pouca da noite, os olhos marejados de lágrimas e eu ainda tenho a noite inteira pela frente me engolindo.

Hoje tenho limites para me doar, e não ultrapassar. E isso me causa uma sensação estranha, esse negócio de re-encantamento de mim está sendo muito difícil, porém prazeroso, pois me sinto mais certa de que se a tal pessoa aparecer e que se não for dessa vez, eu não vou morrer. Não existe apenas A pessoa. Sei o que vai acontecer comigo, isso já aconteceu antes. Mas agora eu tenho experiência.

Estou sozinha sentada num café, tudo tão chique e blasé aqui. Alguns caras tentam se aproximar (não sabia o quanto uma mulher que lê Henry Miller ouriçam os homens aqui nessa cidade). E então agradecida dos cafés-drinques-sucos oferecidos, disfarçadamente comecei a chorar. Troquei os óculos de grau e pus o meu ray-ban escuro. E foda-se que já era noite. Eu estou em São Paulo, eu tenho o direito de ser esquisita também. Ninguém me conhece nessa porra e esses imbecis só estão sendo agradáveis porque perceberam que eu sou turista-baiana-e-bonita e então acham que me comem fácil.
E exarcebada de infelicidade subi a avenida que me levava ao alojamento desse dia que foi extremamente proveitoso, embora tenha parecido eterno e que me transbordou de afogamentos.

Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás.
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Ouvindo: My funny valentine - Chet Baker por Simona Parrinello.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Das descobertas.

A viagem não é apenas um deslocamento, mas a profundidade do horizonte.

terça-feira, 18 de março de 2008

Dos sebos da vida.


Trópico de Câncer - Henry Miller: R$ 4,00.

A brincadeira - Milan Kundera: R$ 8,00

O pensamento de Jung: R$ 4,00

O lobo da estepe - Hermann Hesse: R$ 13,00

Ana karenina 2 volumes - Tolstói: R$14,00

TOTAL: R$ 43,00


Sim, é só pra vocês ficarem com inveja.

domingo, 16 de março de 2008

Sobre as viagens.


Arrumei todos os meus papéis. Rasguei e destruí muito, sem piedade. Isso é sempre uma grande satisfação. Sempre que preparo uma viagem, eu o faço como se estivesse indo para a morte. Se eu não voltar, tudo estará em ordem. Foi isso o que a vida me ensinou.


Katherine Mansfield.



E é assim que eu arrumo as minhas malas.
Volto Domingo.
Espero.

quinta-feira, 13 de março de 2008


Dorme logo dor minha.