domingo, 27 de abril de 2008

Sobre os diálogos. (II)


- Eu acho que não deveria me surpreender nem me machucar ao saber certas coisas. Ao me confrontar com atitudes covardes. Ao ler certas coisas. Nem ter que encontrar com certas pessoas. Não porque elas devessem sumir do mundo, mas simplesmente porque elas nunca deveriam ter existido.
- Mas porque?
- Porque dói, fere, é como se esfregassem a dor na minha cara, e isso é motivo o bastante pra eu me sentir cansada.
- Mas não é com a dor esfregada na cara que as pessoas criam casca e superam?
- É.
- E então. E agora?
- Não sei.
- Você me ama?
- Amo e odeio.
- E então. E agora?
- Só me faça feliz.
- Como?
- Beije minha boca, mas antes me fure os olhos.

3 comentários:

lupeu lacerda disse...

beije minha boca
e me fure os olhos...
puta que pariu!
só te peço uma coisa:
nunca diga isso
olhando para mim.

te adoro.

Lúcia disse...

Amor sem dor, só amor cego...

Andrews Rafael disse...

Sem comentários (o que já é um comentário), mas, somente os olhos devem ser furados?

Mais uma vez,

parabéns pelos escritos.