quinta-feira, 25 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Baú de citações
“Quero que você saiba que você vai ter o homem mais dedicado do mundo para fazer o nosso relacionamento dar certo.”
“Quero que você saiba que tudo o que vejo, penso, sonho, inclui você.”
“Quero que você saiba que minha vida mudou muito depois que conheci você”
“Quero que você saiba que os dias mais felizes da minha vida passei com você em Salvador.”
“Quero que você saiba que você faz parte da minha vida e é muito ruim ficar longe de você.”
“Quero que você saiba que EU TE AMO”
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Feliz aniversário, meu amô.
Há 39 anos nasceu o homem que não sei como conseguiu, mas tirou o meu medo de dizer: amo você. Há dois meses entrou na minha vida. Parece mesmo 2 anos. Sempre me pego pensando em como tudo aconteceu tão rápido. Que palavras como “eu te amo”, “você é a mulher da minha vida”, “você é mais do que eu imaginei”, parecem prematuras e saem libidinosamente pela boca sem que a gente controle. Elas precisam se anunciar muito além do medo de estar sendo precipitado. Muito além do julgamento das pessoas.
É muito difícil encontrar palavra para descrever essa pessoa que deve ter sido o amor das minhas vidas. Vidas, assim, no plural. Pois meu coração guarda a certeza de que esse amor vem sendo construído há séculos. É a única explicação pela ausência de medo e excesso de segurança.
Tanta intimidade não se dá em dois meses. Isso é ridículo, DOIS MESES. Tanta comunhão de mundos não se dá em uma vida. E eu fico com pressa de tê-lo. Faço sempre questão de anunciar o quão feliz ele me deixa. O quão sozinha eu me sinto quando não nos falamos. E não tenho medo de admitir que morro de medo. O de perder: você e o seu amor. Pois não quero que fique do meu lado e perceber que você não perde mais aquele segundinho de ar quando me vê. Eu sei o que é não ter isso. E sabe, é tão insosso. Mas vem você e me diz: Você não consegue imaginar como eu te amo. E isso me enche de alegria, feito quem coloca incenso de alecrim na casa e abre as janelas.
Só por ser você, redescubro que és o ser que escolho novamente, em todas as vidas, a cada dia, para estar ao meu lado nessa aventura de ver nascer as luas e os sóis. Enquanto eu souber respirar. Enquanto bater em meu peito essa coisa que se chama sangue, que se chama vida. Eu renovo o meu pedido e até comungo com Deus: Obrigada, pensei que você tivesse me esquecido, mas agora eu vejo o que me aguardava.
Vejo que tudo na minha vida tinha que acontecer. Que eu tinha que passar por tudo, para me fazer inteira e melhor pra você. Só pra te merecer.
Não há pessoa melhor. Difícil encontrar tanta nobreza em um homem. Tanta inteligência, tanto bom uso disso tudo com bom-humor e humildade.
E estamos aprendendo que o nosso amor tem um tempo. O que será ainda maior estar por vir. Hoje existem cordilheiras que se erguem entre nós, testando os limites de nossa saudade e nos ensinando a difícil arte de esperar os passos lentos do tempo sem desistir ou enlouquecer.
É tão pouco tempo e descubro que como ninguém, você combina sensibilidade com uma força inesgotável. E que eu pude te escolher para mim e que você me conquista novamente todos os dias. Tenho orgulho de seu coração nobre, de sua inteligência privilegiada, afrodisíaca, indispensável. Tenho dependência química de nossas conversas intermináveis e de seus olhos que me desconcertam. E nunca me canso.
Mas palavras aqui são vã filosofia. A realidade é mais. E só quem conhece esse homem sabe do que estou falando.
Por isso, por sua vida, por seu amor, agradeço, sorrio e sigo amando.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
De como ele mudou meu olh[ar]

E quando eu achei que já tinha escrito todos os contos-romances-diálogos e encontros possíveis. Ele vem e me oferece a frase mais decisiva [Você poderia viajar aqui comigo. O que você acha?] e que vira chave para uma história totalmente inusitada.
E quando eu achei que já tinha sido feliz pra caralho. Que já tinha amado pra caralho. Ele vem e me mostra que ser feliz é sentir cãimbra na bochecha de tanto que você sorri. É não conseguir encontrar palavras pra dizer o quanto está bom. Ele vem e me mostra que eu posso amar novamente e que posso amá-lo um dia, até não caber dentro de mim.
E quando eu morria de medo de casamento, filhos e morar longe da minha mãe. Ele vem e me mostra que eu tenho coragem e vontade de fazer isso, que o Sul é lindo e nem tão longe assim [é, ele é bem persuasivo]
E quando, morrendo de medo, eu digo que não devo fazer isso. Ele vem e sopra no meu ouvido: confia em mim.
E por isso que quando ele vem e diz:- Escolhe um lugar pra gente passar o reveillon.
[Você se lembra que mesmo que você seja doida pra conhecer o Museu de História Natural de NY, que você queira conhecer a vinícula da Concha Y Toro, que você queira ver a noite em Punta, que você queira pisar nos Andes. Tudo isso fica pueril perto da minha vontade de somente estar com ele].
E escolho passar meu reveillon nele.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Sobre a sabedoria masculina.
Colega com a língua presa: Gabi, você já viu uma oficina em JuazeiGo em que mulheGues se reúnem prGa fazer artesanato, tipo, personalizam fotos e tal?
Gabi: - São velhinhas aposentadas, logo, desocupadas?
Colega com a língua presa: Não, são novas, daí que elas fazem umas caixas que viGam cartaGues, cartões, umas coisinhas fofas!
Melhor amigo sacana e machista[introspectivo]: - É nisso que dá terem inventado a máquina de lavar!!!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Sobre as listinhas.
Coisas que me encantam,
- Declarações inesperadas.
- Cerveja com os amigos.
- Vinho num quarto quase escuro.
- Voz e violão baixinho.
- Estampas de bolinha.
- Óculos de sol gigantes.
- Sorriso de olhos.
- Beijo no olho.
- Costeletas.
- Roçar de barba.
- Vestidinhos rodados.
- Cabelos lisos.
- Covinhas.
- Sotaques.
- Cores.
- Andar de mãos dadas.
- Tatuagens
- Determinação
- Demonstração de segurança
- Massagens
- Mordidas na orelha
- Segredo ao pé do ouvido.
- Cachecol.
- Terno e gravata.
- Olhares diretos.
- Toques firmes.
- Bons textos.
- Criatividade.
- Naturalidade.
- Cachorros.
- Declarações de amor com canetinha. [Ou ao pé do ouvido, alí na fila do caixa da livraria.]
Coisas que me desencantam,
- Cheiro/gosto/textura de Caju.
- Gatos.
- Seguidores da moda.
- Gírias moderninhas.
- Alienação.
- Covardia.
- Burrice.
- Efusividade.
- Que falem me tocando.
- Baladas.
- Fraqueza emocional.
- Puxa-Sacos
- Acordar cedo.
- Barbies e Kens.
- Roupas apertadas.
- Cinto, bolsa e sapato combinando.
- Pessoas sem sal.
- Forçação de barra.
- Carne cozida.
- Toques leves.
- Conversas pela metade.
- Pré-conceitos.
E você, o que te [des]encanta?
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Sobre as parti[TU]r[A]s

Ele acorda e asobia alguma música que eu não conheço, ou sei lá mesmo se aquilo é uma música.
Ela continua deitada achando o mundo bobo e azul. E se lembra que até que não estava tão ruim a vida com tantos caras atrás, com seu telefone tocando sempre e o seu ego massageado idem. E se assusta.
- E se ele quiser namorar comigo? E se eu quiser namorar ele?
Encontrar alguém tão perfeito pra você dá um puta de um medo.
Medo de começar tudo de novo. E de fazer merda.
E ela escreve. E ele se lembra disso e fica com um certo receio:
- E se ela postar lá o tamanho do meu braço? Falar o número do meu sapato?
Porra, a menina escreve.
Ele apressa o banho e enquanto é a vez dela de ir assobiar alguma música do Chico no chuveiro, ele acessa o site meio ansioso e vê que ela diz que topa.
Que topa arriscar. Que topa ser só dele. Que está com um tremendo de um medo de errar de novo, mas se ele disse que pode ser feliz, então ela acredita.
Ela sai do banho e então juntos assobiam uma canção que apesar da letra conhecida, traz uma melodia totalmente nova.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Sobre as surpresas
Tinha visto esse carro somente em filmes antigos. O motorista, sempre charmoso e com um ar pra lá de blasé, o dirigia imponente, tal qual deveriam ser todos os motoristas deste modelo. Desde criança cultuava verdadeira devoção por aquele “carro bonitinho”, como sempre dizia. Os anos se passaram e a paixão foi colocada numa estante qualquer. Mas sempre que via um modelo desses [uma ou duas vezes por ano] meu coração apertava e me trazia todos os cheiros e gostos da infância.
É clássico, imponente, charmoso, delicado, detalhista, mágico. Nunca quis casar em igreja, sempre pensei num jardim, com um poeta [O Carpinejar] como mestre de cerimônia e sempre sonhei chegar num MP, tal qual nos filmes antigos. Sempre havia uma estrada bonita, sempre havia sol, sempre havia flores, sempre havia um lenço de seda na cabeça e uns óculos enormes. Sempre havia um motorista lindo e igualmente charmoso.
E numa viagem à Salvador, numa exposição de carros antigos, me deparo com o carro mais bonito do mundo, o carro que nos meu sonhos, dormia em minha garagem.
E o meu gaucho me passou todas as informações sobre o carro, e eu babei pra ele o quanto acho lindo esse modelo, que em todos os filmes antigos, os mocinhos mais galãs dirigiam um desses. O carro não saiu da minha cabeça. Ele disse que um amigo dele tinha um e que um dia me mostraria uma foto.
Pois bem.
Recebo uma mensagem:
- Preciso de você no msn e no e-mail.
Era pra eu ajuda-lo a escolher a cor do nosso MP LAFER.
Agora eu já tenho um carro antigo, um amor de cinema, só me falta o filme com final feliz.
domingo, 31 de agosto de 2008
Sobre os domingos
Todos os domingos parecem possuir o peso e a essência da saudade. E por isso ela sempre reserva esse dia para que sua alma acorde preguiçosa e tenta iludí-la na esperança de que ‘vai passar, tu sabes que vai passar’. Faz isso para que ela não sinta [mais] dor. E então faz todas [ou quase todas] as suas vontades: a presenteia com um vestido florido, um vento fresco, um sol morninho, uma sombra gostosa, uma rede preguiçosa e um livro companheiro. Mas a danada da alma reclama. Aperta ainda mais o peito exigindo espaço, como se ocupar todos os meus espaços fosse o paleativo pra preencher aquela falta que só cessa com presença.
E quase como desaforo recebe a mensagem:
“Você não imagina o quão difícil está sendo ficar longe de você.”
Ah, eu sei sim, seu moço, se sei!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Dos diálogos que te fazem pensar: É ele.
- Sim, e daí?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Sobre a nossa história. OU [De como minha vida ficou doce]
Ele entra no ônibus que leva do embarque ao avião. Fica bem na minha frente. Me olha. Te olho.
- Que cara charmoso! Senta do meu lado, senta do meu lado, senta do meu lado! (Eh, amô, eu pensei isso, não te contei!)
E o que acontece?
Não, ele não senta do meu lado.
Uma moça, pouco mais idade que eu, babá, ia descer em Petrolina. Já conformada porque tudo comigo acontece ao contrário sempre mesmo, ligo meu mp3, e já me encolho naquela poltrona mini mas que miraculosamente eu consigo me acomodar, e me preparo pras 5 horas de vôo.
Passa um tempo, sinto um carinho suave no meu braço, aquilo me aperta o peito e me sai um sorriso sacana. É ELE. Que seja ELE. Era ele.
A mão dele vinha da poltrona 11 A, eu na 10 A, uma mão sorrateira entre a poltrona e a janela acariciava meu braço. Coloco ou não coloco a ponta dos meus dedos? E agora? E se ele me achar fácil? Ah, você nunca mais verá esse cara sua retardada, é só um carinho, vai...
Facilito a mão. Ponta dos dedos, as mãos dele se animam e se aninham. Dedos, mãos, braços, nuca, nessa ordem.
A mão dele já passava por minha nuca e nenhuma palavra. A mão nos meus lábios, e nenhuma palavra. Os dedos dentro da minha boca, e nenhuma palavra. A mão dele no meu colo e nenhuma palavra. Também não precisava. Nossos corpos se entendiam. O tesão vinha e eu o prendia roçando as coxas. O avião chega em Salvador. Ele me escreve um bilhete com seu telefone e pede o meu.
Droga, droga, droga, esqueci o meu número! De novo, pqp! Eu sou retardada! Ah, mas era pra ser só isso mesmo, afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmo..
Mais um bilhete:
Tentei negar, juro. Afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmo.
E eu respondo que não dá, o piloto mandou permanecermos sentados nos nossos lugares (dooooida pra ir) mas na escola do cudocismo, temos que dizer não três vezes.
Ele fala baixinho alguma coisa engraçada e charmosa, e eu vou. Sento do seu lado e vejo um tal livro meio que auto ajuda, mas que ele jurou não ser. Gabriela, se ferrou, vai ter que ir pelo menos até Recife com esse cara maluco.
15 minutos de conversa e conheço um cara lindo, cheiroso, fascinante e que me agarra num beijo tão gostoso, que me desculpem o trocadilho infame: me deixou nas nuvens.
E nessa de “afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios porque nunca nos veremos mesmo” que hoje faz 1 mês que esse cara entrou na minha vida, e hoje rezo para que não saia nunca mais. Afinal, eu só deixei os dedos dele passarem entre meus lábios, não tinha autorizado ele tocar a minha alma e me fazer romper com o mundo e queimar os meus navios.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Se apaixonar é...

- Achar o Fábio Júnior o maior gênio da MPB.
- Sentir cãimbra nas bochechas de tanto que você sorri feito boba.
- Ficar sentados naqueles banquinhos do farol da Barra e morrer de rir das piadas cretinas um do outro enquanto o sol se vai.
- Ficar dando beijinho no olho na escada rolante, no bar, na fila do pão.
- Achar o máximo ir andando de mãos dadas do Farol da Barra até o Pestana (Quem mora em Salvado sabe a distância disto)
- Até ter gostado de ter torcido o pé, pois só assim você terá o enfermeiro mais gato te mimando e ajeitando sempre a sua contensão.
- Ficar selecionando apenas sete frases das quase 40 de tudo que você viveu, porque como dizia o Caio, é pra dar sorte.
sábado, 23 de agosto de 2008
De como os pedidos são perigosos.
Imagine um cara bonito. Pronto? Agora imagine um cara bonito, cheiroso, charmoso e que se veste super bem. Agora coloque uns olhos verdes, um cabelo liso, grisalho, uma pele branca, bem branca, ou melhor, imagine o cara mais lindo que você já viu nu na vida, (falo com as meninas, claro).
Imagine agora um cara seguro, inteligente, decidido, engraçado, culto, maduro, protetor, que te faz rir, que te declama poesia gaudéria (Não sabe o que é isso? Ele me ensinou, é poesia gaucha.) Ele também me ensinou sobre carros antigos, motores de 8 cilindros e que cusco é cachorro. Ele agora está querendo me ensinar a ser otimista e que amor de filme existe.
Imagine um cara que, assim como você, fica fácil em uma livraria o dia inteiro e ainda te sugere livros, te explica coisas e devora tudo que vem de você.
Imagine um cara que gosta de música erudita, de Chico Buarque e do Belchior, que escuta tuas histórias e conta as dele, que fica te olhando com cara de bobo enquanto você lê a aba de um livro e te aperta em seguida dizendo que você é a única mulher do mundo que é inteligente-bonita-gostosa-e-criativa. Um cara que aprendeu a falar palavrão contigo e que te ensinou a falar dêfêrêntê!
Imagine ficar horas deitados numa cama confortável, conversando baixinho no escuro, fazendo segredo pro mundo, mesmo que só exista você e ele alí, disputando quem está mais feliz. E a gente aprendeu isso, e achou gostoso. E ficamos assim, no meio do shopping, dentro dos táxis, nos bares, nos restaurantes, na fila da farmácia, dentro do elevador, falando o quanto é bom, confortável e seguro estarmos juntos.
Imagine acordar no meio da noite e ver a mão dele pousada na sua cintura e você ouvir daquele jeito baixinho, ainda fazendo segredo pro mundo, no quarto escuro: Eu amo você, tá?
Dá vontade de sair do quarto e bater no dos outros e dizer: - Ei, deixa eu te dizer, ele me ama, tá? Dá vontade de ligar naquela hora pro ex-namorado e dizer com toda sinceridade do mundo e sem um pingo de ironia: - Cara, MUITO OBRIGADA, de tudo que você me deu, o melhor foi aquele pé na bunda!
Não deu pra imaginar um cara assim, né? É, eu sei. Nem eu imaginava. Eu só tinha pedido um amor. Veio o homem da minha vida junto.
sábado, 16 de agosto de 2008
De costas para o divã
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Assim como a ressaca, a felicidade sempre vem.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Sobre os absurdos ou [De como eu estou assustada com isso tudo]

Por favor, não ouse mais dizer que eu sou linda até parada escovando os dentes, nem demonstrar ser responsável, maduro e gostar de cachorros. E pode acabar com essa sua mania insuportável de me atender sempre que eu ligo, de deixar de sair pra jantar só pra ficar falando comigo. Está muito fácil você me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
Pode parar de dizer que mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, que eu sou super cheirosa, e que ficar fazendo carinho na minha mão, feito nosso primeiro contato já basta.
E que faz questão de conhecer minha mãe. Minha irmã. Que quer pedir minha mão. Pare de dizer que quer viajar comigo um final de semana, que quer ir ao concerto comigo, ao cinema, e que sem mim, não tem graça. E que está tudo bem se eu só quero ficar quietinha do seu lado, calada, só lendo.
Mas acho que ele é meio burro, pois mesmo tento toda a artilharia do mundo pra foder a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. É, acredite, olha a merda: ele-quer-me-fazer-feliz! O bendito quer me tirar a coisa que lutei tanto pra me acostumar, e hoje, quase irmãs, ele quer me afastar da dor. Meses de adaptação e aperfeiçoamento, e o tal moço quer me fazer feliz estragando tudo, vê se pode...
Eu, cética, te testo. Passa uma mulher super gostosa, te mostro, você diz que o meu nariz é lindo! Ah, vai se foder! Não vem, não. Acho que vou passar uns seis meses sem dar pra você, daí ou você continua me mimando, ou faz o que todos devem fazer: me mandar pastar.
Com tanto potencial para me dar um mega pé na bunda, e esse moço deu pra largar as planilhas e ficar conversando comigo sobre como me acha culta e que adora fazer carinho na minha mão, como na primeira vez.
Não teve conversa, foi assim, eu lembro, sua mão na minha.
Você deveria ser preso, isso sim! E o pior, é que criaturas como você vicia, é um perigo. Eu acordo e me acho o último passatempo da via-láctea. Me vejo suuuper gostosa, suuuper gata, dei até pra achar que mereço mesmo ser mimada, bajulada e bem tratada. Você está criando um monstro, eu já avisei.
Anos me fazendo de cega tentando sobreviver numa coisa morta, e este ser chega com esses olhos verdes que são as coisas mais charmosas do mundo, e acha que já pode vir chegando me fazendo feliz, vê se pode. Até cantando Dora Linda no meio da rua e sorrindo por vizinho eu estou.
Dia desses quase que eu consegui que ele me tratasse mal, fui grossa, não atendi ao telefone. Provoquei, vai meu filho, xinga, brigue, seja um escroto. Preste atenção no jogo bem quando eu estiver falando de todos os meus traumas, fale de outra mulher, mas não. Você só ficou bravo uma vez e foi de brincadeirinha, logo veio você me mimando e dizendo que eu sou a coisa mais linda e charmosa do mundo. Você está criando um monstro, eu estou avisando.
Vou conversar com minha mãe, ela precisa me proibir mais, me trancar, ter um homem desses é um perigo.
O homem está perto sempre que eu preciso, tem a péssima mania de sempre me colocar pro lado de dentro da calçada pra proteger, e ainda tem o pior defeito da humanidade: Esqueceu a ex namorada. Depois de uma relação com 300 fantasmas do passado de braços dados comigo, aparece um ser em que eu sou o único nome que ele lembra de colocar na boca.
Diz aí se não é escrotagem e das grandes pro meu lado? Como é que choraminga numa situação dessas? Como chamar Deus de escroto? O destino de sacana? Minha pele está ótima, durmo feito criança, acordo assoviando!
Isso é perigoso, é dessa ofegância que o amor nasce. É de você me dizer: “Vem pra cá, vamos fazer algo que nos dê tanta saudade que nos fará rir sozinhos enquanto tomamos banho”.
São dessas coisas que nascem um amor. E eu lembro disto sorrindo, passando o sabonete pelo meu corpo.
sábado, 19 de julho de 2008
Sobre os.
É como ver minha alma andando pelo cômodo. Quando fico assim é que as coisas se encaixam. Assim, penso nas escolhas que não foram certas, mas o silêncio me explica tudo. Percebo que brincar com a saudade pode não ter cura, nem volta. Mas sem isso eu não teria crescido. Sem isso, eu não estaria aqui vendo meu corpo abrir a gaveta e dar um tiro na garganta.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Sobre o escudo da alma!

Um segundo emprego onde conviverei com pessoas que também passaram por uma mega bateria de entrevistas e testes, pessoas inteligentes, que têm humor irônico e um chefe que todo mundo odeia, mas que me adora.
Andava e agradecia a Deus por poder trabalhar com vista para o rio, por poder chegar lá todos os dias de barquinha e andar numa orla elitizada e silenciosa. Descobri que nesse caminho, posso ouvir meus pensamentos. Ainda descobrirei se isso é bom ou ruim.
São 11 minutos de caminhada e passei pelo brinquedo onde aos sábados de manhã meu pai me levava para fotografar. Coisas de concreto que imitavam joaninhas, minhocas, borboletas ainda estavam lá. Esquecidos num canto, quebrados, amontoados. Aquilo me apertou o peito. Não era mais colorido, tim cor de sujeira, e a joaninha não tinha mais olhos! Sorte a dela.
Era sábado de manhã. E não havia ninguém tirando fotos com aquela joaninha. Isso me angustiou a tal ponto, que... bem... Não que eu tenha me sentido como aquela borboleta, ou a joaninha, muito menos a minhoca, ah, claro que não. Eu nem estava triste, eu estava indo para o meu primeiro dia no segundo emprego da minha vida! Isso não era tristeza, é uma nostalgiazinha, uma dor no peito, daquelas que eu já quase me acostumo a conviver. Não, não tem nada a ver comigo. Eu ando na rua e as pessoas me notam. Sempre sai um elogio, uma cantada barata, uma paquera silenciosa. Eu não estava me sentindo uma delas. Eu não estava me sentindo uma delas. Repete, sete vezes! E descobri também que o importante não é ser notada, é não ser esquecida por quem disse ter nos amado tanto.
Quando ando na rua, não é o colo da minha mãe que procuro, nem o ouvido de algum amigo pra desabafar quando meu peito aperta. Eu enfio a mão desesperada na bolsa e procuro meus óculos escuros, porque a minha dor não tem bom-senso. Ela chega e não quer nem saber. Daí eu ponho meu ray ban que me deixa bem blasé, e os homens gostam disso, eles olham e entortam o pescoço pra continuar olhando aquela mulher vil, que mal sabem eles, que por detrás daqueles óculos, se cega em lágrimas.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Sobre os recados.
Tenho pensado tanto em você, meu amado blog. Ando relapsa, não é?
Mas venho te dizer que não é descaso, tem algo querendo te falar mas eu não sei o que é.
Uma pressa, uma urgência, sabe?
E o mais foda é que minha vida não tem passado de um monte de “quase”.
Estou quase conseguindo um emprego.
Estou quase conseguindo o corpo que sempre quis.
Estou quase na metade do curso.
Estou quase conseguindo me fazer de burra, cega e idiota.
Logo, estou quase conseguindo recomeçar a me amar.
terça-feira, 10 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Sobre as promessas (II).
sábado, 3 de maio de 2008
Sobre as decepções.

Tinha decidido que queria aprender a fumar. Andava assistindo muito filmes antigos e em todos eles, as mocinhas mais charmosas sempre tinham uma piteira e um cigarro.
Puro glamour. E era exatamente isso que lhe faltava à vida.
Treinava em frente ao espelho entrando em posto de conveniência e botecos de quinta:
- Uma carteira de Gudan de canela, por favor!
Excêntrica convicta, se fosse fumar teria que ser um forte, e que a nauseasse, para se sentir sempre dentro de um navio de luxo, tal como sempre estavam as mocinhas dos filmes antigos.
Mas ela não tinha coragem de comprar, então, sorrateiramente roubou um cigarro da carteira da prima. Seu peito disparou, ficou ainda mais instigada e guardou aquilo para um momento especial.
Afinal, fumar era puro glamour!
Mesmo morando sozinha, se trancou no banheiro e apagou as luzes para fumar escondida.
E como quase tudo que lhe aconteceu na vida, aquilo não era o que ela esperava.
Acendeu a luz e jogou o cigarro dentro da privada, como menção a vontade que tinha de fazer também com todas as suas decepções na vida.
Infelizmente concluiu que nada na sua vida era tão pequeno quanto a metade daquele cigarro.
E eu voltei a escrever os relatórios no Blog da U.B.I!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Sobre a verdade dos pijamas.

Não tem coisa pior do que você ter um dia completamente cheio de responsabilidades e chegar em casa e está lá, atrás da porta, o seu pijama de florzinhas te esperando.
É, ele se disfarça de campo florido para te dar a falsa ilusão de aconchego.
domingo, 27 de abril de 2008
Sobre os diálogos. (II)

- Mas porque?
- Porque dói, fere, é como se esfregassem a dor na minha cara, e isso é motivo o bastante pra eu me sentir cansada.
- Mas não é com a dor esfregada na cara que as pessoas criam casca e superam?
- É.
- E então. E agora?
- Não sei.
- Você me ama?
- Amo e odeio.
- E então. E agora?
- Só me faça feliz.
- Como?
- Beije minha boca, mas antes me fure os olhos.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Sobre as dores menores que a falta.
Me gusta las muchachas putanas.
Pq eu acho poesia pura essa sujeira toda.
http://br.youtube.com/watch?v=PVwCrOiHlLQ
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Sobre o a-braço.

Quando duas pessoas que se gostam se abraçam, elas se fundem e ganham visão panorâmica do mundo.
Viram super-heróis.
Eu te protejo do que vem, você cuida do que passou e que pode voltar.
Esses poderes eu perdi, e eram eles que me fazia uma coisa encontrável.
E voltar a ser uma pessoa que nunca fui.
terça-feira, 15 de abril de 2008
E se chover?

"Eu tenho esse desespero.domingo, 13 de abril de 2008

Quarta meta do dia:
Sexta meta do dia:
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Sobre as explosões.
domingo, 6 de abril de 2008
Sobre as fatalidades [?]
sábado, 5 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Sobre os riscos.

quarta-feira, 2 de abril de 2008
Sobre as contra-indicações
terça-feira, 1 de abril de 2008
Tudo enfim melhora [Ou, Das Coisas Que Me Pegam De Surpresa Num Sábado Tedioso]

- Você acha que sou fantástica? perguntou ela um dia, quando eles resolveram sair pra beber.
- Não, disse ele.
- Por quê?
- Porque tantas moças são fantásticas-maravilhosas-perfeitas. Imagino que centenas de homens já chamaram suas amadas de maravilhosas hoje, e ainda é meio-dia. Você não pode ser uma coisa que centenas de outras são.
- Está dizendo que sou não-fantástica?
- Estou, e é quase como um ainda bem.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Sobre as buscas e as fugas.

Hoje ela reza e implora fervorosamente a todos os santos que nunca acreditou, que não permitam que cruze com ele, que ele não apareça de repente, ou passe com sua nova namorada. Suplica para que não receba mais um golpe baixo.
Não tem frustração, ódio ou mágoa.
domingo, 30 de março de 2008
Feliz Aniversário, holandês.

sexta-feira, 28 de março de 2008
Sobre o que completa.
quinta-feira, 27 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
Algumas poucas observ[ações]

Talvez more em Ribeirão Preto. Talvez só passe seis meses lá. Talvez eu nem volte. Mas já tenho a porta aberta, mesmo que isso me pareça a porta de um abismo.
Estive sozinha e não me reconheci de tão bonita. O mundo é bom. As pessoas aparecem na sua vida, e por mais que você fique, a vida te mostra que pelo menos ela continua.
Eu tinha um medo fodido de perder, perder você, a lucidez, a coerência, medo fodido de perder os olhos encantados no mundo, mas eis que hoje me vi livre-escrota-sacana-bacaninha, pois aprendi que não preciso temer mais nada depois que te perdi.
E eu estou me achando ainda mais foda-competente-escrota-gostosa-atraente-sortuda-pra-caralho.
Tem uma vida muito massa me esperando e eu não estava dando conta.
Não vou dizer que passei incólume.
Você é e sempre será uma ferida aberta no peito, e por mais que eu mude, sorria, viva e até ame, você estará lá debaixo das minhas roupas como uma ferida boa que não sangra.
Uma daquelas feridas que nos ensinam.
Quanto mais sozinha me sinto nessa cidade grande, fria e tão cheia de possibilidades, mais distante coloco aqueles que eu amo. Os distancio pra me aproximar de mim. São oito e pouca da noite, os olhos marejados de lágrimas e eu ainda tenho a noite inteira pela frente me engolindo.
Hoje tenho limites para me doar, e não ultrapassar. E isso me causa uma sensação estranha, esse negócio de re-encantamento de mim está sendo muito difícil, porém prazeroso, pois me sinto mais certa de que se a tal pessoa aparecer e que se não for dessa vez, eu não vou morrer. Não existe apenas A pessoa. Sei o que vai acontecer comigo, isso já aconteceu antes. Mas agora eu tenho experiência.
Estou sozinha sentada num café, tudo tão chique e blasé aqui. Alguns caras tentam se aproximar (não sabia o quanto uma mulher que lê Henry Miller ouriçam os homens aqui nessa cidade). E então agradecida dos cafés-drinques-sucos oferecidos, disfarçadamente comecei a chorar. Troquei os óculos de grau e pus o meu ray-ban escuro. E foda-se que já era noite. Eu estou em São Paulo, eu tenho o direito de ser esquisita também. Ninguém me conhece nessa porra e esses imbecis só estão sendo agradáveis porque perceberam que eu sou turista-baiana-e-bonita e então acham que me comem fácil.
E exarcebada de infelicidade subi a avenida que me levava ao alojamento desse dia que foi extremamente proveitoso, embora tenha parecido eterno e que me transbordou de afogamentos.
Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás.
quarta-feira, 19 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
Dos sebos da vida.
domingo, 16 de março de 2008
Sobre as viagens.














